quarta-feira, 24 de abril de 2013

Paralisação de professores tem adesão de 22 estados, diz sindicato


Paralisação vai até quinta e inclui ato em Brasília na quarta-feira (24).
DF, AM, AP, RR e RJ são os únicos estados que não aderiram, diz CNTE.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) afirmou que 22 estados aderiram ao primeiro dos três dias de paralisação convocado pela entidade, que começou nesta terça-feira (23) e continuará na quarta e na quinta-feira (24 e 25). A CNTE representa professores e trabalhadores em educação de sindicatos de todo o país, com exceção do Rio de Janeiro. Segundo a assessoria, apenas o Distrito Federal e os estados do Amazonas, Amapá e Roraima deixaram de paralisar as atividades, além do Rio de Janeiro.
Nesta quarta-feira (24), os manifestantes pretendem realizar um ato no Congresso Nacional, em Brasília, e se reunir com os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados.
Na pauta de reivindicações da entidade estão a destinação de 100% dos royalties do petróleo para a educação, a aprovação imediata do Plano Nacional da Educação (PNE), que prevê a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do país para a educação até 2020, o estabelecimento de planos de carreira para os profissionais da educação e o piso salarial profissional nacional para todos os profissionais da educação, entre outros.
Ainda de acordo com a assessoria de imprensa da CNTE, os trabalhadores de São Paulo e do Maranhão aprovaram a manutenção da greve após o fim da jornada de paralisação.

 
A luta dos trabalhadores em defesa de uma educação com qualidade é ininterrupta e deve ser continuada até que o Poder Público tenha consciência da necessidade de investir muito além dos 7% do Produto Interno Bruto em educação, inclusive no processo de valorização dos profissionais educadores.
Em busca desse objetivo preestabelecido em decisões plenárias do Sindicato APEOC, sua direção vai promover, nos dias 23, 24 e 25 de abril, atos de mobilização e paralisação das atividades profissionais dos educadores da rede pública de ensino do estado e dos municípios.
Estão previstos Ciclos de debates na Região do Cariri/Centro Sul, tendo como sede a cidade de Barbalha; e na Região Norte/Serra da Ibiapaba, tendo como sede do evento a cidade de Sobral.
Na quinta, 25 de abril, a mobilização será em Fortaleza, com manifestações públicas na Praça do Ferreira, a fim de sensibilizar, não somente gestores públicos, mas a própria sociedade, de que sem maciços investimentos no processo educacional não há desenvolvimento econômico-financeiro nem bem estar social.
No mesmo dia 25 de abril, quinta-feira, também na Praça do Ferreira, estará à disposição do público um Abaixo-Assinado defendendo a aplicação de 100% dos royalties do pré-sal na educação. Proposta que se encontra no Congresso Nacional. Concentração que ocorrerá na Praça do Ferreira está com início previsto para as 8h.
"A luta do Sindicato APEOC em defesa de uma educação com qualidade é, e será, permanente", afirma o Presidente do Sindicato APEOC, Prof. Anízío Melo, e complementa: "até que se sensibilize os integrantes do Congresso Nacional e dos demais poderes constituídos em favor do que reivindica nossa instituição sindical, a exemplo de um Sistema Nacional de Educação com Valorização da Carreira Docente".
A mobilização prevista para a próxima semana (dias 23, 24 e 25 de abril) tem como objetivo a implantação do Plano Nacional da Educação (PNE), com as 20 metas nele estabelecidas para até 2020, dentre elas mais investimento em educação pública; ampliação de vagas em creches; erradicação do analfabetismo, oferta de ensino em tempo integral em pelo menos 50% das escolas públicas. E, como em todo investimento, há necessidade de recursos. Portanto, o Sindicato APEOC promove essa mobilização, nos dias 23, 24 e 25 de abril, objetivando despertar sentimentos de apoio da sociedade cearense (e brasileira) em favor da aplicação de 100% dos royalties do Petróleo, 50% do Fundo Social do Pré-Sal e de 10% do Produto Interno Produto para a sonhada efetivação de uma educação com qualidade social, que é o que necessita o Brasil.
Deseja ainda o Sindicato APEOC a Nacionalização da carreira dos profissionais educadores; Valorização dos educadores aposentados; e cotas nas Universidades Estaduais.
O Sindicato APEOC também objetiva conclamar a sociedade a permanecer vigilante e cobrando dos parlamentares a implantação do novo Plano Nacional de Educação já aprovado pela Câmara dos Deputados, porém, ainda dependendo de apreciação no Senado.
Para o Presidente do Sindicato APEOC, Prof. Anízio Melo, as mobilizações e a paralisação dos dias 23, 24 e 25 de abril vão estimular a continuidade da luta em defesa de mais investimentos para a educação, com valorização dos profissionais educadores, professores e servidores, pois sem educação, não há desenvolvimento nem bem estar social.

Editorial do Programa Educação em Debate
Coordenação Sindicato APEOC

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