domingo, 7 de dezembro de 2014

Sarau Literário da EEFM Padre Luís Filgueiras

No dia 02 de Dezembro de 2014 tive a oportunidade de assistir ao Sarau Literário da EEFM Padre Luís Filgueiras. O Evento aconteceu no Teatro Violeta Arraes da Fundação Casa Grande no período da manhã e contou com a Coordenação dos Professores da Área de Linguagens – Daniel Rodrigues e Hericka Santos e, com a participação das Turmas dos alunos do Ensino Médio.
Como foi dito pela aluna Larissa na abertura do Evento onde a mesma presidiu o Cerimonial, este foi um momento para se celebrar e vivenciar a Arte.

Os alunos das Turmas de 1º Ano A e B que fizeram parte das apresentações, iniciaram os estudos sobre o Trovadorismo desde o início do mês de agosto. E, no Teatro tiveram a oportunidade de compartilhar o resultado deste período em que os mesmos dedicaram-se a ensaiar e compreender tal movimento literário.
Para dá início às apresentações foram convidados os alunos Sávio do 1ºA e Alan do 2ºA que apresentaram de forma instrumental o poema Asa Branca composto por Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira.

Fazendo um breve histórico sobre o Trovadorismo:
O Trovadorismo foi o primeiro estilo de época da Literatura Portuguesa. Ele aconteceu no século XII na Europa dentro de um ambiente de reis e rainhas, príncipes e princesas. Os sentimentos eram representados através das cantigas líricas e satíricas.

Para representar de forma atual às cantigas trovadorescas, assistimos as seguintes apresentações:
Para apresentar as cantigas de maldizer que são sátiras diretas, revelando a pessoa a quem a sátira é direcionada foram convidados os alunos: Luan, Roberto, Taciano e Onofre para recitar o poema Cidadão do cantor e compositor Zé Ramalho.
Já para representar as cantigas de escárnio que são sátiras indiretas, ou seja, sugere o alvo da sátira de forma irônica, mas não revela o nome da pessoa a quem se dirige a sátira foi convidado o aluno John    para interpretar um trecho do poema “Ai Dona feia, foste vos queixar”, de João Garcia Guilharde.
Ainda para representar a cantiga de amor onde o eu lírico é masculino e representa o trovador que dirige elogios a uma Dama de classe superior a sua, fazendo uma releitura de forma atual foi apresentado o poema Amor verdadeiro do poeta Eugénio de Castro - interpretado pelo aluno Renan do 3ºB com participação da aluna Thaynara do 1ºA.
Ainda seguindo este mesmo sentimento maior, o Amor – podemos assistir a apresentação do poema musicalizado, A Carta de Erasmo Carlos. Executada pelos alunos:  Jardel, Ivana com a participação especial do Professor Daniel. Com encenação dos alunos Renan e Janaína do 1ºB.
Para apresentar a cantiga de amigo de autoria masculina, mas eu lírico feminino: uma camponesa de hábitos simples – foi apresentado como uma releitura, de forma atual, o poema “Atrás da porta”, composição de Chico Buarque de Holanda pela aluna Leany do 1ºA.
A poesia em sua essência nasce da música. E, assim ela permanece harmônica até o advento do Humanismo, porém ainda hoje percebe-se esta união entre essas duas formas de representação da arte. Cada cantiga tinha a sua pauta musical. Além de cantada ou entoada, ela era instrumentada.   Logo após esta explanação, assistimos a apresentação da música Disparada, composta por Geraldo Vandré e Théo Barros com os alunos: Sávio, Jardel, Débora e a participação especial de Tomaz.
A última apresentação contou com a esquete teatral “O romance de Clara menina com Dom Carlos de Alencar” de Antonio de Nóbrega. Esta esquete contou com a participação dos alunos: Ana Geórgia, Onofre, Ana Júlia, Roberto, Luan, Júlio César e Welia.
Quero parabenizar a todos pelo belíssimo trabalho, pela dedicação e dizer que foi um belo espetáculo! 
FOTOS - Frame Produções

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