quinta-feira, 20 de agosto de 2015

18ª CREDE realiza Formação em Ensino de História e Cultura Afro Indígena Cearense

“Identidade, Território e Corporeidade Afro Brasileira e Indígena”

Hoje (20) foi realizado através da 18ª CREDE – Coordenadoria Regional da Educação – o primeiro dia da Formação em Ensino de História e Cultura Afro Indígena Cearense na EEEP Violeta Arraes Alencar Gervaiseau de Crato-CE.

A Formação acontece no período da manhã e da tarde e conta com palestras, mesa redonda e apresentações artísticas.
Sobre a Formação:
“O espaço escolar, assim como outros espaços sociais, não está isento da visão discriminatória acerca dos índios e negros, sendo que por vezes a escola reproduz a visão de determinadas parcelas da sociedade, desse modo com o intuito de mudar essa situação, foi aprovada a lei 10.639/03, que obriga o ensino da História e Cultura Africana e Afro-brasileira, e posteriormente a lei 11.645/08, que complementava a primeira, acrescentando a obrigatoriedade do ensino da História e Cultura Indígena.”
Em cumprimento a essas leis é que está sendo realizada a 1ª Etapa da Formação em Ensino de História e Cultura Afro-Indígena Cearense que acontece nos dias 20 e 21 de agosto de 2015.

Cada escola da 18ª CREDE encaminhou dois professores para estarem participando da referida Formação. Representando a EEFM Padre Luís Filgueiras estive presente juntamente com a PCA da Área de Humanas, a Professora Lucimar Macedo.
No período da manhã tivemos a Palestra – Recortes da Lei 10.639/03 com Dayze Carla Vidal da Silva do Grupo de Mulheres Negras Cariri (Preta Simoa). A mesma começou falando da necessidade de se (re)Conhecer a Lei 10.639/03, bem como, de suas tensões e possibilidades. Ainda discutiu alguns impasses, tais como:
- A Formação da Sociedade Brasileira;
- Peculiaridade do Ceará;
- Formação de Professores;
- E, Currículo excludente.
Destacou as possibilidades de Implementação da Lei 10.639/03 de forma transversal e interdisciplinar utilizando-se de nossa sensibilidade e responsabilidade enquanto educadores ou militantes.
Também assistimos a Palestra – Territoriedade Indígena no Cariri Cearense, Lei 10.845/08 com João do Crato. O mesmo versou sobre o nosso reconhecimento enquanto descendentes indígenas. E, ainda destacou questões referentes ao povoamento e História que remontam a nossa descendência indígena.
No período da tarde podemos conferir a Palestra - Territoriedade Negra e/ou quilombola no Cariri Cearense com Verônica, militante do GRUNEC CARIRI.
Ela nos falou sobre os motivos da constituição e fundação do GRUNEC, destacando um mapeamento, ou seja, o trabalho de identificação que foi feito aqui no Cariri com o intuito de identificar as comunidades quilombolas. Sendo que este trabalho também se configura como uma forma de estar resgatando a identidade dos povos quilombolas em nossa região.
Ainda no período da tarde assistimos a Palestra Arqueologia Pré-histórica do Cariri com Heloisa Bitú representando a Casa Grande de Nova Olinda. Entre os vários aspectos abordados foi destacado a dinâmica dos achados arqueológicos, bem como, a cultura imaterial (lendas, músicas, etc.) relacionando aos estudos e pesquisas realizados através da Fundação Casa Grande. Com as descobertas arqueológicas veio o crescimento da cultura material. Destacou a importância das pinturas rupestres, acervo em cerâmica e os sítios arqueológicos para o desenvolvimento de estudos e pesquisas. Terminou sua fala se voltando para a necessidade da preservação dos sítios arqueológicos bem como da educação patrimonial a ser desenvolvida junto aos morados destas localidades.

A maioria dos professores que participam da Formação são da Área de Humanas, mas sabemos da necessidade dos demais professores terem acesso a estes momentos e também poder está contribuindo de forma efetiva na escola. Quero, desde já, agradecer pela oportunidade de estar participando desta Formação.
Professora Lucélia Muniz
Área de Ciências da Natureza

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