sexta-feira, 1 de abril de 2016

PORQUE SOMOS VERMELHOS

Somos vermelhos da cor de sangue
jorrado em fábricas e campos e na luta por melhores condições de vida. Sangue humano!

Sabemos, sim, do verde das matas.
Sabemos, sim, do amarelo do ouro.
Sabemos, sim, da ganância.
Sabemos do Pau-Brasil, vermelho!
Mais que nacionalistas, brasileiros!
Braseiros, brasas, chama vermelha!
A primeira bandeira a sonhar nossa liberdade era um triângulo mineiro, vermelho!

Temos fogo na alma!
Não amarelamos de medo.
Temos sangue no olho, vermelho!

O sangue das mulheres, dos índios, dos negros, dos gays, das lésbicas, das minorias que são rebeldes porquanto rebeldia sejam atos de amor, suas cores, estão lado a lado com o vermelho sangue.

Ao verde, a esperança.
Ao vermelho, a certeza!
PARE!
Não atravesse o sinal fechado pela massa.

Nada pode aplacar a coragem do gesto
que possui ideais e não planos.
Que possui caminhos, não estratégias.
Que sonha o futuro e não promove o pesadelo.
Que veste as ruas de vermelho
para proteger o verde e o amarelo!

Cais do Porto/Elvis Pinheiro
22 de março de 2016, final da noite, 31 de março final de tarde Juazeiro do Norte, Cariri. Recitado pela primeira vez na Praça Siqueira Campos na cidade do Crato, em 31/03/2016.

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